MISCELÂNEA SHIPPER – IV

 

Autora - Wanilda Vale

Data - 20.10.2001

E-mail - wanshipper@yahoo.com.br

Sinopse – Miscelânea elaborada com os títulos de todos os episódios da oitava

temporada.

 

 

O apartamento, na calmaria de uma tarde tranquila, reflete a doce paz de seus três moradores.

O leve balanço da cortina, ao sabor da brisa que corre nessa tarde, parece querer dizer da felicidade de poder estar decorando essa moradia, onde existem pessoas que têm todas as virtudes de corações simples e puros.

As confortáveis poltronas parecem convidar seus donos a acomodarem-se em seu aconchegante interior, enquanto o sutil ruído das persianas batendo-se, umas contra as outras, age como se fosse uma voz dizendo da sua alegria por poder servir bem àqueles que se abrigam no lugar.

Tudo parece ter vida ali.

Mulder, de pé, junto à janela, polegares presos ao cinto, está absorto em seus pensamentos, porem, repentinamente, volta-se para falar em voz alta:

notícias, ok?

Do interior do apartamento vem a voz de Dana:

Mulder sai, em passos apressados, batendo a porta inopinadamente, como lhe é habitual.

Dana, ouvindo a batida da porta, balança a cabeça, compreendendo a atitude dele, que é , exatamente, o jeito peculiar de Mulder fazer as coisas.

* * *

Na rua, Mulder compra o jornal na banca. Olha para uma vitrine ao lado.

Belas, viçosas e coloridas flores ali expostas estão, nas mais variadas embalagens.

Ele entra na loja.

Resolvera adquirir um lindo jarro de pé, cheio de flores brancas, para Scully.

A vendedora embala, lindamente, o presente.

Mulder paga a compra, agradece e sai.

Vai direto para casa. Já na porta do apartamento, abre-a e entra, empunhando o lindo embrulho de presente, colocando-o em frente ao seu rosto.

Ele fala isso e aguarda. Continua de pé, no meio da sala, segurando o vaso de flores junto ao rosto.

Por vários minutos fica nessa posição.

Dana aparece, ajeitando os cabelos úmidos e meio desarrumados.

Dana encosta as flores na face.

Dana entrega os lábios para que ele a beije.

Ele suspira.

Dana dirige-se para o quarto.

Diante do espelho dispõe-se, por fim, a reiniciar seus cuidados para com o cabelo.

Após alguns momentos, retorna à sala.

Mulder está assistindo a TV, com olhos semicerrados, braços cruzados sobre o peito e pernas apoiadas na mesinha pegada ao sofá, onde está sentado.

Num ímpeto, ele salta de pé, fingindo horror:

Mulder continua agarrado a ela.

Ele, agarrado a ela, leva-lhe o corpo em passos dançantes, como se estivessem a ouvir um tango.

Mulder solta o corpo de Dana, levanta os braços, movimentando os dedos, como se estivesse empunhando castanholas, numa atitude de dançarino.

Dana olha-o, zombeteira. Cruza os braços. Sorri.

Mulder não desiste de sua brincadeira e atitudes de dançarino.

Ele abarca, com seus braços longos, o corpo frágil de Dana e rodopia com ela, pelo aposento.

Ele a larga, segurando-a pelos ombros e fitando-a, com amor.

Fitando-o, ainda e sustentada pelos braços dele, vagarosamente, vai retirando um a um os bigodins que estão presos aos seus cabelos.

Os ruivos fios de cabelo caem-lhe, desarrumados, sobre a testa.

Despenteada, mas feliz, continua fitando-o, ardorosamente:

Ele aperta-a com força contra seu peito e fala, com os lábios pousados em seus desarrumados cabelos.

Dana deixa-se envolver no abraço mais apertado e quente de Mulder.

O choro do bebê é ouvido, vindo do quarto.

Ambos correm para o aposento.

O bebê, agita braços e pernas quando os vê. Em sua boquinha desenha-se um sorriso.

O casal olha, embevecido seu bebê.