DEVASTADOR SENTIMENTO

"Sentimento é a linguagem que o coração

usa quando precisa mandar algum recado."

Mario Prata

 

Capítulo 116

Um homem de aparência rude, mas pacata, à porta, olha para Mulder, com ar desconfiado.

Mulder olha para Dana, fazendo-lhe um sinal para que chegue até a porta.

O homem sai.

Dana fecha a porta, a seguir.

Ele segura-a pelos braços.

muito!

Ela afasta-se:

Dirigem-se para o quarto.

Dana senta-se na cama.

Ele acerca-se dela, amoroso:

Ele não lhe dá tempo: beija-a, com ardor.

Ela reflete por alguns segundos apenas. Aperta-se a ele.

Ele é o seu dono, o manipulador das suas sensações de sensualidade. Ele é o causador do devastador sentimento que lhe fustiga a alma e o seu ser.

Mulder a encaminha para o banheiro, abraçando-a

Ajudam-se, mutuamente, a despir-se cada um.

O chuveiro de água abundante, despeja o líquido transparente sobre eles, que a recebem sobre o corpo, sem sentir sequer a gélida água, pois o calor da paixão os abrasa.

Mulder busca, dobrando o corpo sobre Dana, procurando com a boca saciar o desejo que lhe impõe estar ali, quase que adorando o corpo dela, muito branco e frágil diante de si.

Dana sente a sensação fantástica de todo o seu ser vibrando sob os afagos de Mulder, que lhe cobre cada centímetro de pele com carícias sem fim.

Ele parece querer usufruir em poucas horas toda a compensação da tormentosa ausência que sofrera por muitos meses.

Ele suga-lhe os botões de carne dos seios e sente que o órgão entumecido e vibrante, deseja abrigar-se, apossar-se do recôndito mais íntimo de sua amada.

E por minutos assim permanecem. Colados. Unidos. Carne com carne. Prazer com prazer. Delírio com delírio.

Ambos gemem de prazer e felicidade.

Saem, após momentos de êxtase, do chuveiro. Enxugam-se.

Ela o vê enxugar-se mal. As costas e nuca estão molhados. Como sempre ele usa deixar assim ficar.

Passa toda a toalha seca sobre a pele dele.

Mulder arranca-lhe a toalha da mão e a atira sobre o lavatório.

Toma Dana nos braços, facilmente. Carrega-a para a cama.

Coloca-a ali e joga-se nela também.

Dana cobre seus corpos com um cobertor.

Abraçam-se sob o cobertor.

Ela deita de lado com a cabeça no peito dele.

Ele acaricia-lhe as costas.

Ela dá-lhe um tapinha na boca.

Apertam-se mais.

* * *

Dana, de pé, braços cruzados ao peito, contempla Mulder deitado, relaxadamente.

Mulder a agarra, fazendo graça com o que ouvira.

Dana aborrece-se.

Dana não quer entender o motivo de tanta ridicularização da parte dele. Ergue as sobrancelhas, faz um bico com os lábios, cruza os braços novamente.

Mulder a abraça, carinhosamente.

para conversar. Só lhe peço que desista do que deseja investigar. Não se

envolva nisso.

Dana, na sua pequenez diante da estatura de Mulder, rebusca com o olhar os apertados olhos esquadrinhadores dele em sua direção.

Ela descruza os braços, chateada.

Mulder nada mais retruca. A frase dita lhe fez doer o fundo da alma. Em parte sabe que tem uma certa culpa de todo o drama pelo qual estão passando agora.

"Culpa é quando você cisma que podia ter

feito diferente, mas, geralmente, não podia."

Mario Prata

Wanshipper@yahoo.com.br