NUNCA DESISTA...

"Nunca desista...

Nunca desista de ser feliz...

Existem pedras. Não desista de andar...

Existem barreiras. Não desista de passar...

Existem os nós. É preciso desatar...

Existe o desânimo. É a pior coisa que há...

A estrada é longa. Não desista de chegar...

Existe o cansaço. É preciso caminhar...

Existe a derrota. Você nasceu para ganhar...

Existe o amor e é fundamental amar."

Capítulo 139

Maggie está com o aspirador às mãos, fazendo-o deslizar sobre as ondas da cortina.

Sente-se infeliz, preocupada e só.

"Quanta saudade eu tenho ainda que passar nesta vida, ó Deus?

Primeiro perdi meu marido, depois minha filha... o pai de meu neto e o pior... é perder quem está vivo. Onde estará Dana, neste momento... e... - pára o gesto, deixando cair a mão que segura o aspirador - ... e William?"

Fecha os olhos, angustiada.

Perdera seu netinho, que havia custado tanto a chegar!

"Mas por que? Por que Dana usou esse gesto extremo para salvar a criança? Eu a ajudaria a lutar com unhas e dentes, se preciso fosse... mas nunca renunciaria a ele..."

Ela permanece estática, diante desses pensamentos, olhando para o vazio.

O ruído do telefone a tira de sua meditação.

Maggie larga o aspirador sobre o chão. Atende a chamada.

Maggie exulta. Sorri. Sente o coração descompassado.

Mulder emociona-se com a alegria de Maggie, a qual sente, mesmo através do fio da linha telefônica.

Maggie está agitada. Sente a voz afogueada pela emoção.

* * *

O mercado está repleto. Pessoas que vêm e vão, apressadas, atentas ao que querem adquirir nesse momento.

Mulder e Dana seguem, entre um e outro passante, observando o que há à sua volta.

Músicas típicas ressoam no ar entre o aglomerado de pessoas.

Um grande banca, com apetitosas frutas, aparece à sua vista.

Os dois dirigem-se para a sortida banca de frutas.

Mulder faz sinal ao vendedor que deseja comprar algumas frutas e aponta-as.

Dana lhe sorri.

Mulder paga o vendedor e após um cumprimento, afastam-se.

Uma mulher está sentada no chão sob o toldo de uma das bancadas. Traz embrulhado na manta que a encobre, o filho no colo, que está envolto na mesma manta colorida, só mantendo do lado de fora o rosto da criança.

Antes que Dana visse a cena, Mulder afasta-a para outro lado, onde uma jovem vende belíssimas e viçosas flores.

Dana olha, fascinada, para as exuberantes flores.

Mulder vai até a jovem, escolhendo algumas para entregar depois à sua amada.

Ela o envolve com o azul do seu olhar.

Como o ama! Só precisava, no entanto de uma coisa...

E como se seu subconsciente estivesse pronto a bradar ali mesmo seu desejo, ela fala em tom que chega aos ouvidos dele:

Dana faz um meneio, confirmando.

Continuam caminhando entre as pessoas.

À sua frente, repentinamente, surge uma sorridente mulher, carregando num largo pano amarrado às costas, o seu filho.

Dana a vê. Pára, admirada. Acha muito bonita e interessante a cena diante de si.

Acha, dentro de si mesma, que aquela mulher deseja dar-lhe um grande exemplo do amor puro e simples de uma mãe zelosa com sua criança.

"Quando me aproximo de uma criança, dois

pensamentos me ocorrem: sensibilidade pelo

que ela é; respeito pelo que pode vir a ser."

Louis Pasteur

 

wanshipper@yahoo.com.br