DEVANEIOS ... IMAGINAÇÃO... FANTASIA... SONHOS... QUIMERA

 

DEVANEIOS EXTRA IV

ENLEVO MUSICAL

Decidi, numa noite quente, ouvir músicas dos episódios de Arquivo-X.

Todos sabem, a música nos leva a lugares infinitos, nossa alma navega pelo espaço sem fim, como numa fina onda que, etérea, ondula lá fora.

Eu estava ouvindo as músicas. E elas me transportaram à saudade do que poderá vir.

Tudo tem um fim, alguém já disse e todos temos disso conhecimento.

Esse fim está chegando.

É muito duro de aceitar. Mas é a pura realidade.

E esse fim nos trará muita falta, muita saudade.

Dificil aguentar tal realidade.

Mas esta virá, fria e decisiva.

E nós não mais iremos poder assistir, diante da TV, coração pulsando, roendo as unhas, cheios de ansiedade, os episódios desse Seriado que vai nos deixar uma grande nostalgia.

O que poderá preencher nossos vazios na mente ou no coração?

Como citou uma de minhas amiga, a Andréia:

"O Arquivo-X me fez livrar do horror de uma vida vazia de ver novelas e revistas de fofocas."

É, amigas, e agora, ou melhor, e daqui a mais alguns meses, talvez?

Não mais teremos Mulder e Scully, os dois agentes especiais, mas realmente tão especiais , que deixarão nas nossas lembranças o seu modo de ser, de sorrir, de falar, de olhar, de caminhar... de viver.

Neste exato momento ouço a música Misty - tão doce e melodiosa que me enleva e a saudade aumenta; me traz recordações vivas de cenas vividas no Pusher.... aquela cena em que Scully deixa-se afagar .pelos braços de Mulder, após passar uma tormenta nas mãos de um assassino e sentir em seguida a doce e forte proteção do seu parceiro.

Ah... depois a Merry Little Christmas - e as cenas desenrolam-se diante de minha mente. Justamente naquele instante em que Mulder e Scully, apontando-se reciprocamente suas armas ameaçam matar um o outro. Cena chocante e dramática! Mas ela me vem à lembrança primeiramente, para em seguida ser aquela em que os dois, através da vidraça, estão desembrulhando os respectivos presentes... e a neve caindo lá fora.

Quanto enlevo me traz a The Sky is Broken - cenas de "all things".

Scully vestindo-se lentamente e ao desviar o olhar em direção à cama... nossa! É Mulder!!

Cenas tão bonitas, ternas, de verdadeiro romance.

Mas e aí? De que adiantou, se nos querem agora tirar a beleza do Arquivo-X: o amor entre Mulder e Scully?

Speak to me, baby ... the sky is broken... diz a música dolente, com seu acompanhamento compassado e batido, as notas musicais pingando no som melodioso e gostoso... vai findando...

David Duchovny... why don't you love me? - composto por uma fã, dizem, mas sabe-se lá com que prazer ela compôs a melodia? Somente seu coração de fã ardorosa pode dizer...

E nos versos deixa ela extravasar todo o seu desejo, a sua paixão, a sua ternura imensa por um astro de televisão que nem conhece pessoalmente., talvez, mas seu coração já o esquadrinhou fibra por fibra, músculo por músculo, nervo por nervo...

Gillian sussurra palavras compassadas... Extremis.

E a sensação de tristeza pelo que deve contra nós vir a nos atormentar: a saudade.

Extremis.

 

 

Twilight Time - naquele episódio tão movimentado, Kill Switch, o qual nada teve de romântico, a melodia me sugere um lindo lugar à beira mar, sob a luz da lua, as ondas quebrando seus alvos colares de espumas sobre a areia esperando aquele afago.

Não sei porque essa idéia...!

A próxima música me deixa em êxtase e sonho.

Imagino Mulder e Scully de mãos dadas, sob o luar , mesmo porque este sempre me fascina. As estrelas cintilando como brilhantes no espaço escuro e infindável. Scully trajando uma roupa cuja saia longa ondula com a brisa do mar.

Fight The Future foi o filme. Resista mesmo ao futuro, Arquivo-X!! Com garra e idéias para que não se acabe antes do tempo!!

E sua música sugere a todas as pessoas sensíveis uma cena muito romântica: Walking After You...

E continuo no meu enlevo.

The Sun Ain't Gonna Shine Anymore... em qualquer lugar onde estiver sempre em minha memória tantas cenas lindas serão a perene recordação de um seriado belíssimo.

Do episódio Post Modern Prometheu. Lindo.

Às vezes fico a meditar como fui descobrir Arquivo-X e a cada vez me deixar embevecer por sua fascinação... e a fascinação está no romance sugerido, no amor sofrido, na angústia que ele sempre traz.

O que acontecerá daqui a mais algum tempo, sem esse Seriado que me tenta minha capacidade de resistir e me fazer querer, por vezes, tentar "deixar pra lá" e não assisti-lo mais.

Mas não dá!

Oh, céus! E essa melodia que ouço agora! Walking In Memphis - transporta-me a um daqueles bailes do meus anos dourados, naqueles bailes ao lado do meu par... porque sou daquele tempo em que os bailes eram de danças dolentes, com os pares abraçadinhos, cabecinha encostada no ombro do outro, palavras murmurantes aos ouvidos...

Mas voltemos ao presente: Post Modern Prometheu - Mulder estende a mão no seu jeito sedutor de ser para Scully, ela levanta-se, ele aproxima-se, enlaça-a e ela segue-o nos passos da dança... olhos nos olhos... oh cena do meu encanto!! No final de tudo o beijo que não foi ao ar...

Maldade!

Maria... Maria... - no episódio El Mundo Gira

Me faz recordar minha juventude na voz suave, melodiosa de Johnny Mathis

Porem esse nome sugere-me, embora agrade a poucos, A Noviça Rebelde... Maria... sua linda paixão pelo Capitão Von Trapp, que inspirou-me um romance que escrevi em 1973: A Rosa Branca. O livro teve mais de 300 páginas!

Mulder e Scully? Nesse episódio que não chamou-me a atenção, não gostei. Não tinha shipperia...!

A canção seguinte é de Holywood A D. Será que foi o David quem a escolheu para a trilha do episódio? Relembra meus tempos nos braços de um namorado nos passos de um gostoso ritmo do bolero... boa escolha! Pueblo Nuevo é o seu título.

No ritmo quente e rápido lembro-me dos idos anos 70: Shaft Theme - episódio Bad Blood.

Ritimo batido, quente, instigante, malemolente.

 

 

Minha fraqueza, meu vício, minha mania... será mesmo que falta pouco para que eu possa usufruir das belíssimas cenas que vejo com Mulder e Scully...?

My Weakness... - Closure - ... parece que vejo Mulder sofrido, debilitado, órfão, em prantos, nos aconchegantes braços da amada, que o protege, o afaga, como se quisesse tomar para si toda aquela dor que se apossara dele.

Canção belíssima que nos transporta a lugares irreais, sobremaneira.

La Mer... canção francesa que aparece como.. Somewhere Beyond The Sea

Episódio Beyond The Sea.

Faz relembrar-me os tempos de adolescência, colégio, namoradinho louro... La Mer... e eu era ótima aluna em francês. Cadê o meu francês?!

Mulder e Scully só me relembra a linda foto dos dois em cena, jovens, lindos... de viver!

As cordas de um melodioso violão entoam a música seguinte: Hotel Califórnia. -

Bárbaro! E tocado ao vivo. Não sei onde. Muito aplaudido. Onde será?

Dias chuvosos e segundas-feiras... linda, singela canção, lenta e gostosa.

Episódio Rain King.

Sabe o que me faz lembrar? Os olhares enlevados de Mulder e Scully aprofundando-se um no outro, acariciando-se, dialogando, entendendo-se... tudo com apenas o olhar.

A festa da Sheila e o Holman... - Rock The Boat .

Mas isso apenas me faz recordar junto ao meu "toca-discos" daqueles de vinil, em som estereofônico, o meu prazer, o meu tesouro guardado às dezenos dentro de um móvel.

Somewhere Over The Rainbow... música nostálgica, aquela no final do episódio.

Eu, shipper incorrigivel, não deixaria Mulder e Scully terminarem assim, sem um entendimento, sem uma maior aproximação, sem um beijo selando o seu doce amor.

Não sei se o nome já sugere o espaço sem fim, mas a música nos faz ir à amplidão do céu azul, entre as nuvens dissipando-se ao vento que corre rápido, tocando-as naquela imensidão.

Sim, a próxima não traz dúvidas. - Sing, Sing, Sing - Seu ritmo dos anos trinta, nos traz à memória justamente aquela Scully de cabelinho muito curto, correndo com Mulder através do convés do navio. Maravilhoso!!

Lembra-me duas coisas: sou dos anos 30, e, muitas vezes andei por aqueles convés e corredores de navios, viajando sem parar, conhecendo terras.

Os confortáveis camarotes. Os salões de refeições com as canções de piano tocados ao vivo. Os salões de festas... desfiles das jovens passageiras mais bonitas do navio ... e eu estava lá, participando!!

É moçada! Já tive a minha fase de jovem bela, podem acreditar!

E, misturando tudo em minha cabeça, aquele beijo prolongado do Mulder na Scully de 1939.

E que, segundo ele, no set de filmagens, com aquela carinha irônica que lhe é familiar, olha para a entrevistadora e diz: "Pergunte à Gillian se ela pode classificar aquele como um "beijo

Molhado?"

Resposta da Gillian: "É, na verdade, foi um beijo molhado!"

Geeente, e aquele final com as Three Words mais lindas que já vi acontecer entre eles e a burrinha da tapada da Scully não acreditou?! Scully... I love you.

E assim terminei o meu enlevo musical, sentimental, saudosa de tudo; desde a minha juventude que não volta mais, até ao próximo fim do maior Seriado de todos os tempos.

Assim é, pois se houve tantas Séries cujos enredos eram magníficos, tudo certo, mas Arquivo-X possui o principal tema para o sucesso certo: o amor.

C' est finis